domingo, 28 de agosto de 2011

Colocação Chip Descartável ChipTiming

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Avaliação do Corredor no Laboratório de Biomecânica do Vita - Momento Fitness

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Calçados Esportivos

Pessoal,


O Dr. Márcio Freitas, médico ortopedista do Instituto Vita, especialista em Cirurgia do Pé, Tornozelo e Medicina Esportiva fala sobre a escolha dos calçados para cada atividade esportiva.


Confiram no vídeo abaixo:
 
 

domingo, 21 de agosto de 2011

Prevenção - Bolhas

Prevenção - Bolhas

Para ajudá-lo a proteger seus pés, temos aqui alguns problemas mais comuns, incluindo como tratar cada lesão, como se precaver para que elas não se repitam e como retornar aos treinos. Siga estes conselhos e você poderá manter seus pés sadios por muitos quilômetros. A dica de hoje é sobre:

Bolhas - Bolhas são a acumulação de fluidos entre as camadas interiores e exteriores da pele. Elas raramente são um problema sério, mas podem se infeccionar e forçar uma parada nos treinamentos se não forem tratadas apropriadamente.

Causas - Fricção prolongada entre seu pé e a meia, e entre o seu pé e o tênis, resultam em bolhas.

Tratamento - A bolha deve ser aberta o mais rapidamente possível. Então as camadas da pele irão aderir-se, e você estará correndo sem dor no dia seguinte. Limpe a bolha esfregando álcool ou outra solução anti-séptica e então fure-a com uma agulha aquecida no fogo. Drene o fluido, mas mantenha a pele. Então cubra a área com uma bandagem adesiva. Dentro de 48 horas a maioria das bolhas está seca o suficiente para serem expostas ao ar.

Prevenção - Se você é suscetível a bolhas, procure usar meias de duas camadas ou meias anti-bolhas para minimizar a fricção e umidade (meias feitas de fibras sintéticas respiráveis são boas para manter seu pé seco). Palmilhas de neoprene também podem reduzir a fricção. Mude de tênis de corrida gradualmente, e certifique-se de que está usando um tênis que se encaixa apropriadamente e que é correto do ponto de vista biomecânico, já que muito controle de movimento pode causar fricção. Um tênis de corrida muito apertado também irá causar considerável atrito.

Pode-se correr com isso? - Deixe que o conforto seja seu guia.
 
 
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Treinamento de força para corredores - um estudo de caso (parte 2)

Treinamento de força para corredores - um estudo de caso (parte 2)

Metodologia

Neste estudo utilizou-se um questionário estruturado com 22 questões fechadas e 15 abertas com o objetivo de caracterizar o treinamento de corridas em rampa desenvolvido por um treinador brasileiro de provas de meia e longa distância com certificado de nível II pela Federação Internacional de Atletismo.

O treinador foi informado por telefone quanto aos objetivos do estudo e sua possível participação. Tendo em vista seu interesse em participar do estudo, o questionário lhe foi enviado por e-mail. Antes da devolução do questionário, um novo contato telefônico foi estabelecido para o esclarecimento de algumas dúvidas que pudessem ter surgido durante o processo de preenchimento.

Resultados e discussão

O treinador tem 40 anos de idade e atua na modalidade de atletismo há 18 anos, é formado em Educação Física e atualmente ministra aulas em uma Universidade. Atualmente são 6 os melhores atletas mencionados pelo treinador com marcas entre 13min30s-14min20s nos 5000m e 28min15s-29min30s nos 10000m. Procurou-se agrupar as respostas de tal forma que permitisse uma visão geral de como foi desenvolvido o treino de rampas ao longo dos vários períodos de preparação, a saber: geral, específico, pré-competitivo, competitivo e transição. Nestes períodos foram definidas quais distâncias o treinador utilizou no treino de rampas, assim como o intervalo para recuperação, o volume total de rampas em uma sessão e também com que freqüência o treino de rampas foi realizado durante uma semana.

Em uma das questões abertas o treinador teve a oportunidade de comentar algo que achasse relevante no treinamento de força que não foi abordado ao longo do questionário. Entre estas considerações o treinador relatou que no período de preparação geral e no período de preparação específica o treinamento em rampas era realizado em terreno de terra e grama, enquanto no período pré-competitivo e competitivo o treino era realizado em terra e asfalto para que o atleta realizasse a corrida num terreno mais regular e consistente, possibilitando uma velocidade maior na execução. Também foi relatado que durante o treino de corrida em rampas, o treinador deve estar sempre que possível presente, para a correção de eventuais erros técnicos por parte dos atletas.
O treinador deixou claro que para ele a corrida em rampas tem como objetivos principais: a melhoria da amplitude da passada e o desenvolvimento da resistência de força específica.

Conclusão

Após a análise dos resultados pode-se concluir que o treinador mantém o treinamento em rampas por praticamente todo ano com exceção do período transitório. A freqüência semanal com que o trabalho é realizado também se mantém durante os períodos.

Algumas modificações são verificadas à medida que o período competitivo vai se aproximando. Entre estas se pode observar: queda de volume em uma sessão, maior intervalo de recuperação entre as repetições, diminuição das distâncias utilizadas assim como o grau de inclinação das rampas. Através destas alterações é possibilitado ao atleta realizar a corrida na rampa de forma mais intensa. O treinador menciona em suas considerações finais que durante os períodos pré-competitivo e competitivo as corridas em rampas são realizadas em asfalto com o objetivo de tornar a execução mais rápida devido as características do terreno, manifestando assim uma preocupação com o aumento da intensidade.

Quanto a mecânica de corrida o treinador relata a necessidade de corrigir os atletas durante a execução da corrida em rampas. O treinador também destaca a busca da melhoria da amplitude das passadas através deste tipo de treino. O treino de rampa não é negligenciado, buscando desta forma que os níveis de força sejam mantidos ao longo do ano. O treinador possui a convicção que a corrida em rampas é um dos componentes utilizados para o treino de força, devendo este ser complementado com outros meios tais como circuito e diversas formas de saltos. No período transitório onde se busca uma diminuição dos níveis de treinamento do atleta, não foi constatada a realização de treino de rampas.

Por se tratar de um estudo de caso é difícil uma conclusão quanto ao treinamento de rampa em corredores de longa distância. Buscou-se apenas dar algumas orientações de como este tipo de treino pode ser realizado ao longo de uma preparação.
É necessária a realização de outros estudos deste tipo para que se crie um modelo de orientação do treinamento em rampas para corredores de longa distância.

Bibliografia

BARBANTI, V. J. Teoria e prática do treinamento esportivo. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1997.

BARNES, D. A strength and conditioning survey . Modern athlete and coach, v. 38, nº 1, p. 33-36, 2000.

BONDARENKO, V. The structure of the yearly training cycle of the Olympic winner Olga Bondarenko during  the preparation for the Olympic Games in Seoul. In The XIIth Congress of the International Track and Field Coaches Association (ITFCA), Aix-Les-Bains (FRA), New Studies in Athletics, v. 5, nº 2, p. 116-117, 1990.

MANSO, J.M.G. La Fuerza - Fundamentación, valoración y entrenamiento. Madrid : Editorial Gymnos, 1999.

MIKKELSSON, L. Strengthen the strengths: Annemari Sandell’s training. New Studies in Athletics v. 11, nº 4, p. 45-50, 1996.

PAIVA, M. C. A. Escola Portuguesa de meio fundo e fundo, mito ou realidade? Dissertação - CDEF/Universidade do Porto, 1995.

SWARDT, A. Cross-country training methods for 20000. IAAF Regional Development Centre - Nairobi Bulletin, p. 8-10, june 2000.

VERCHOSHANSKY, Y.V. Preparação de força Especial. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sport, 1995.

WEINECK, J. Treinamento Ideal. São Paulo: Editora Manole, 1999.

ZATSIORSKY, V. M. Ciência e prática do treinamento de força. São Paulo: Phorte Editora, 1999.

Autores: Cleber da Silva Guilherme - Escola de Educação Física e Esporte da USP
Fernanda de Aragão e Ramirez - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Paulo Roberto de Oliveira Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)


Treinamento de força para corredores - um estudo de caso (parte 1)

domingo, 14 de agosto de 2011

O tal do VO2 máx. Você sabe para que ele serve?

André Gonçalves

O tal do VO2 máx. Você sabe para que ele serve?

Depois de um julho tão intenso e pensando que em três semanas estarei correndo a terceira e última ½ Maratona deste ano, chegou a hora de realizar um check up e ver as condições em que estou para definir as próximas semanas de treinamento.
Seguindo a orientação do treinador, sábado encurtei o longão para 12 Km para realizar um novo teste de Cooper e avaliar o meu VO2 max na última terça-feira. Antes de mais nada, preciso falar como nosso corpo é uma máquina impressionante. Ele mantém na memória muscular o nível do esforço que praticamos, facilitando nossa vida. Digo isso, pois fui para o longão sem o smartphone para controlar ritmo, pois eu queria apenas soltar a musculatura, mas para minha surpresa, ao colocar as informações no Runkeeper descobri que meu pace durante o treino foi de... 5’40”!!! Incrível!!! Incrível, pois foi o ritmo adotado em ambas as ½ Maratonas. O corpo se adequou a esta velocidade, fato que me animou bastante para as próximas corridas.
Mas voltando ao Teste de Cooper e ao VO2 máx, preciso dizer que as informações abaixo estão baseadas em informações colhidas na Internet, pois metido a besta me adiantei às ações do meu novo treinador e tentei alcançar estes indicadores de desempenho. Os sites serão relacionados no final do post a título de informação e caso você seja tão curioso quanto eu, por favor compartilhe seus resultados.
Teste de Cooper. Fiz um aquecimento de 2 Km em direção a orla de São Francisco. Melhor lugar não há para um tiro, pois a avenida na parte da manhã tem pouco movimento e a altimetria é praciamente zero. Fiz a marcação via GPS com o Runkeeper e acho que a margem de erro é muito baixa, pois estava a beira mar e com o sinal no máximo, segundo meu smartphone. Configurei a app para marcar 1.2K indo e depois outros 1.2K para voltar. Não queria correr até o Clube Naval para me rastejar de volta para casa. Assim, aguardei o aviso sonoro e mandei ver. Parti mais forte do que gostaria e cheguei a achar que não conseguiria realizar o teste corretamente. Aos poucos me concentrei nas passadas e no movimento dos braços. Rasguei a reta da praia de São Francisco em ritmo muito forte e fiz a curva preocupado com a respiração. Quando me perguntava sobre quando alcançaria os 1200 metros o smartphone apitou. De bate pronto retornei e tentei manter a mesma intensidade. A curva foi dolorida de fazer, pois ela possui um discreto aclive. Quando alcancei a reta novamente disse que era manter até o ritmo até a água de coco e mandei ver. Foram 9’32” para os 2.4 km. 4’35” na ida e 4’57” na volta. Pace de 3’58”!!! Nunca corri tão rápido. Passei de carro na orla para verificar a distância marcada pelo GPS, pois a marca é realmente incrível para mim. Talvez tenha sido pelo horário que o resultado tenha sido tão mais expressivo que o primeiro (11’48”), que foi realizado a noite, depois de um dia cansativo de trabalho. A manhã é meu melhor horário, onde estou mais inteiro e acostumado.
VO2 máx, segundo o site Copacabana Runners. O site Copacabana Runners calcula o VO2 máx usando como base o tempo em uma prova de 10 Km. Convenientemente eu acabara de correr a Adidas Inverno e com direito a recorde pessoal. Então peguei meus 50’16” e coloquei no formulário do site para receber o seguinte resultado: 43.38 ml oxigênio/Kg/min. Memorize este número, pois utilizarei mais a frente.
VO2 máx, segundo a Revista Contra o Relógio. A revista Contra o Relógio apresentou uma matéria sobre o cálculo manual do VO2 máx há alguns anos. Ela pede para que dividir 480 pelo tempo alcançado no Teste de Cooper (lembrando de convertê-lo; 9’32” = 9,5). 
Assim, 480/9.5 minutos = 50.52 ml.kg.min.
Avaliando os resultados. A discrepância entre os resultados é expressiva, mas vejamos o lado positivo do estudo. Se meu VO2 máx for apenas de 43, significa que tenho pulmão para fazer 47’. Preciso continuar trabalhando nos aspectos força e resistência para fazer em 10 Km o que fiz nos 2.4 Km. Se o VO2 máx foi de 50, significa que fui muito além do que esperava e que tenho pulmão para fazer 10 Km na casa de 41’!!! Mais uma vez, o desenvolvimento muscular será o fiel da balança.
Nada mal para o já considerado M40-44, apesar do meu aniversário ser apenas no final do mês.
Runkeeper. Apenas para esclarecer, o Runkeeper é um marcador de distância via GPS que utilizo para registrar os treinos. Ele possui recursos para planejarmos os mais diferentes treinos e possui um sistema de informação de voz invejável. Já tentei alguns outros Apps, mas ninguém me convenceu a pará-lo de usar. Apenas duas críticas construtivas e sugeridas aos desenvolvedores: a primeira seria a função pedômetro para 'cobrir' as áreas em que o GPS não funcione corretamente; a segunda seria o autopause. Conheci este recurso testando o Cardio Trainer, recomendação do meu amigo Lindemberg. Bom para atravessarmos ruas sem comprometer o pace. Disponível para Android e IPhone, este App é gratuito. Recomendo.

Links utilizados:
 

Vibram Five Fingers?

Sobre os VFF

Muitos já conhecem, ouviram falar, ou até já experimentaram, mas o que são realmente os Vibram Five Fingers? Conhecidos como “luvas para os pés”, os VFF começaram a ser comercializados agora no Brasil e ainda geram muitas dúvidas e questionamentos sobre sua verdadeira eficácia.

As primeiras recomendações de quem já conhece o produto é não usá-lo como tênis comuns. Acostume-se com ele, deixe seu corpo se adaptar a essa nova realidade. Por isso, é preciso começar os treinos devagar e ir aumentando gradualmente para evitar possíveis lesões.

A explicação é muito simples. A forma de sentir o pé é diferente, assim como a pisada, que deixa de ser feita inicialmente com o calcanhar e passa a ser dada com a planta do pé (como se você estivesse realmente correndo descalço).

Outra dica importante é não usá-lo sem meias, para evitar possíveis bolhas e/ou machucados. As mais conhecidas até agora são as meias da marca Injinji, próprias para o VFF. Outra curiosidade é que você não calça um VFF, você o veste. Da mesma forma que coloca uma luva. A sensação é de estar descalço, mas ao mesmo tempo protegido.

Entre as possibilidades de escolha estão KSO, Sprint, Classic e Bikila. Todas têm suas especificidades e pequenas diferenças. O consumidor deve pesquisar e escolher a que mais se adequa às suas necessidades. Há modelos ditos específicos para trilhas, assim como outros são mais adequados para corredores. O acabamento e materiais também se diferem, assim como os manuais de instrução de uso.

No geral, a ideia dos Vibram Five Finger é mudar a forma de se calçar ou de se estar “descalço”, e ser uma volta às origens, mas com tecnologia de ponta, para a prática de exercícios como corridas, caminhadas, esportes aquáticos e de academia.
 
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Treinamento de força para corredores - um estudo de caso (parte 1)

Treinamento de força para corredores - um estudo de caso (parte 1)

No treinamento os corredores de longa distância realizam sessões com o objetivo de aprimorar algumas capacidades motoras condicionais, entre elas a resistência e a força, importantes para o desempenho dos atletas. O propósito deste estudo de caso foi verificar como treinadores podem orientar um trabalho de força específica em corredores de longa distância utilizando a corrida em rampas durante os vários períodos de preparação.

Para isto, um treinador brasileiro que orienta corredores com marcas entre 13min30s - 14min20s nos 5000m e 28min15s - 29min30s nos 10000m respondeu um questionário onde descreve a forma como ele realiza o trabalho em rampas com estes atletas.

Há diversos estudos na área do treinamento de força, no entanto estes têm sido muitas vezes realizados com sujeitos não atletas, ou então, realizados num ambiente laboratorial muito diferente daquele em que o atleta realiza seus treinamentos diários. A dificuldade em estudar atletas de alto rendimento é que na maioria das vezes há uma alteração da rotina de treinamento durante a pesquisa, o que pode prejudicar a preparação o que os afasta dos estudos. Quando não há prejuízo, tanto atletas quanto treinadores têm interesse em participar de pesquisas, pois estas investigações podem auxiliar na solução de problemas surgidos no treinamento.

Não bastassem os problemas mencionados, em muitos casos pouco se conhece sobre o atleta que está sendo estudado, bem como seu ambiente, programa de treinamento e quem o elabora. O conhecimento destas questões auxiliaria não só o pesquisador que teria uma visão mais ampla do sujeito, mas também na orientação de futuros treinadores, que desta forma obteriam um referencial sobre o treinamento de atletas de alto desempenho.

Com o objetivo de colaborar na solução de alguns destes problemas procurou-se neste artigo descrever como o treinamento de força pode ser desenvolvido ao longo de um ano em corredores de longa distância. Para alcançar este objetivo um treinador de atletas de alto nível descreveu como é trabalhada a resistência de força específica em corredores de 5000 - 10000m ao longo de um ano através da corrida em rampas. Foi mencionado por este treinador informações tais como: distâncias utilizadas, volume da sessão e características do intervalo em cada etapa de preparação.

Como treinar a força em corredores de longa distância

No desporto há uma enorme gama de situações em que a musculatura se vê obrigada responder durante sua prática. Pode-se dizer que a força é uma capacidade motora condicional que se manifesta de maneira diferente em função da necessidade de ações presentes no desporto. No movimento humano a capacidade de força está sempre interligada com outras capacidades motoras, como a resistência, sendo que o termo “resistência de força” é a combinação destas duas. Também se entende por “resistência de força” a capacidade de manter um nível constante de força durante um tempo de uma atividade ou gesto desportivo (MANSO, 1999) e que pode ainda ser aeróbia ou anaeróbia. Em corridas de longa distância se utiliza a resistência de força aeróbia onde os músculos resistem a fadiga com uma provisão suficiente de oxigênio (BARBANTI,1997).

Muitos são os meios para se desenvolver a resistência de força, alguns são preferencialmente utilizados devido sua facilidade de aplicação. Entre estes podemos mencionar o circuito ou a corrida em rampas. Utilizando o circuito ou a corrida em rampa, o treinador tem a possibilidade de orientar um grupo grande de corredores ao mesmo tempo além de poder utilizar o próprio ambiente natural (rampas), ou utilizar materiais com custo relativamente baixo ao elaborar uma estação de treinamento em circuito. O trabalho em circuito Há uma grande variedade de trabalhos em circuito (WEINECK, 1999; BARBANTI 1997; ZATSIORSKY, 1999; MIKKELSSON, 1996), mas em linhas gerais este tipo de treinamento é apresentado na literatura de duas formas:

- Quando se determina um tempo para a execução de cada estação e recuperação posterior. Por exemplo: 30 segundos de execução com 30segundos de recuperação;

- Quando o atleta é orientado a realizar previamente um nº fixo de repetições em cada estação. Exemplo: realizar trinta repetições na estação (1), cinqüenta na estação (2) e assim por diante. Outro circuito popular entre os treinadores de meia e longa distância é o denominado “circuito de Oregon”, utilizado nos anos oitenta pelos principais meio fundistas da Universidade de Eugene (Oregon). Segundo MANSO (1999), em um dos exemplos deste circuito o atleta realizava entre as estações trechos de 100m correndo o mais rápido possível em um total de 10 estações. Ao elaborar um treinamento em circuito para uma modalidade desportiva deve-se ainda verificar se os exercícios visam uma preparação geral ou uma preparação específica.

O trabalho em rampa

Em um estudo realizado com 64 treinadores australianos constatou-se que o método mais utilizado para treinar a força em corredores de meia e longa distância é a corrida em rampas (BARNES, 2000). O mesmo pode ser constatado em outro estudo realizado com 17 treinadores portugueses que orientaram atletas que estiveram presentes em Campeonatos Europeus, Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos até 1993; sendo que destes treinadores, 15 responderam que utilizam rampas (PAIVA, 1995).

No curso para a formação treinadores “nível 2″ em provas de meia e longa distância  realizado pela federação internacional de atletismo na cidade de Santa Fé Argentina (fevereiro de 2000), os ministrantes Carlos Alberto Cavalheiro e Tadeuz Kepka recomendaram que o treinamento de força fosse mantido ao longo de todo o ano, mesmo no período competitivo, fato também mencionado no estudo de Barnes (2000). Outro aspecto que deve ser levado em conta é a freqüência com que o treinamento de força é realizado em uma semana. O treino de força deve ser realizado pelo menos uma vez por semana no período de competições, ainda que na forma de manutenção e se o treino de força for negligenciado durante 2-3 semanas o atleta pode apresentar uma queda em seu desempenho competitivo (BARBANTI, 1997).

As distâncias empregadas nos treinos de rampas dependem de vários fatores como a fase de preparação do atleta ou sua especialidade. Ballesteros (citado por MANSO, 1999) recomenda distâncias entre 200 e 400m com intensidade média para o desenvolvimento da resistência de força aeróbia-anaeróbia em corredores de meia e longa distância.

O trabalho em rampas permite grande variedade em sua realização, como por exemplo: mudança na inclinação utilizada, distância percorrida, número de repetições, aumento ou diminuição da intensidade e do tempo de recuperação. Infelizmente poucos são os estudos científicos sobre esta forma de treinamento, mesmo sabendo-se que este método é empregado por treinadores de atletas com desempenhos competitivos expressivos no cenário internacional.

O grau de inclinação das rampas deve ser de tal forma que não altere a mecânica de corrida no atleta (MANSO, 1999), sendo que esta pode variar entre 5-15º dependendo da distância empregada (SIKKONEN, BALLESTEROS citados por MANSO, 1999).

De acordo com o objetivo ou da prova em que o atleta atua é que se determina a distância a ser utilizada no treinamento em rampas, entretanto algumas são freqüentemente mencionadas, como 200 e 400m (VERCHOSHANSKY,1995). Corredores quenianos chegam a realizar 24x 200m ou 12×400m de corrida em rampa durante sua preparação para provas de cross-country (SWARDT, 2000). A corrida em rampas é utilizada também no período de preparação específica, como no caso da atleta Olga Bondarenko, campeã olímpica na prova de 10000m em Seul, que realizou 10-20×400m no período citado (BONDARENKO, 1990).

Autores: Cleber da Silva Guilherme - Escola de Educação Física e Esporte da USP
Fernanda de Aragão e Ramirez - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Paulo Roberto de Oliveira Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
 
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domingo, 7 de agosto de 2011

Saia do sofá – parte 2

Saia do sofá – parte 2

Vocês são corredores e sabem o bem que o exercício físico traz à saúde. Mas e os amigos e familiares que ainda arranjam desculpas para não fazê-lo? Encontramos aqui a segunda parte da reportagem que vai ajudá-lo a tirar seus companheiros da inércia:

Oito maneiras de convencer a si mesmo dos benefícios de se levar uma vida mais saudável

Veja os últimos exemplos das desculpas mais notórias, e algumas ideias sobre como jogá-las para o alto (e levantar do sofá):

4 - "Vou fazer exercício quando eu perder peso"
A atividade física ajuda a perder peso e também eleva o metabolismo, tonifica os músculos, melhora a saúde e aumenta a energia para continuar perdendo peso. "Quem faz dieta pode ficar bem fininho, mas 95% ganham o peso novamente se não fizerem exercícios", diz Kelli Calabrese, personal trainer.

5- "Comidas saudáveis e integrais têm gosto ruim"
Os receptores de gosto são regenerados a cada duas ou três semanas, afirma Kate Pfeiffer, mestre em terapia nutritiva. Se você permanecer se alimentando de comida integral durante três semanas, na quarta, o alimento terá um gosto agradável. "Comer mal é questão de hábito", explica Kate. "A alimentação saudável pode se tornar um bom hábito", acrescenta.

6 - "Minha vida social gira em torno da comida"
Se você for sair para um restaurante, prepare-se antes comendo um lanche saudável em casa. Decida no caminho o que você vai pedir, para evitar a tentação que acontece quando se olha o cardápio. "Veja se algum dos seus amigos está interessado em experimentar comida saudável ou encontre outra coisa para fazer que não envolva comida", sugere Cindy Loughran, professora de educação física.

7 - "Não sei começar"
Contrate alguém que lhe ajude, como um personal trainer ou um nutricionista. "O mais importante é saber continuar com o exercício utilizando algo que lhe mantenha motivado para realmente seguir em frente", diz Jerry Mangine, professor de ciência do exercício da Universidade de Tampa, Flórida.

8 - "Tenho dor nas costas, nos joelhos, nos ombros etc"
Modifique os exercícios. Faça pilates ou ioga e realize caminhadas longas. Especialistas dizem que a melhor forma de se fortalecer as costas é fortalecendo os músculos do tronco. "Seus exercícios podem não ser tão pesados quanto no passado, mas há movimentos diferentes que podem fazer você superar obstáculos", explica Jenny Skoog, especialista em boa forma.

Saia do sofá – parte  http://www.corremos.com.br/profiles/blogs/saia-do-sofa-parte-2

Saia do sofá – parte 1

Vocês são corredores e sabem o bem que o exercício físico traz à saúde. Mas e os amigos e familiares que ainda arranjam desculpas para não fazê-lo? Encontramos aqui uma reportagem que vai ajudá-lo a tirar seus companheiros da inércia:

Oito maneiras de convencer a si mesmo dos benefícios de se levar uma vida mais saudável

EUA. Embora saibamos que o exercício físico e a alimentação saudável podem reduzir a incidência de doenças, controlar o peso e melhorar o humor, ainda achamos um jeito de ficar plantados no sofá.

Muitas das desculpas estão baseadas no medo - de fracassar, de desapontar a nós mesmos e os outros, e até medo do sucesso, afirma Julie Hammerstein, nutricionista e autora de "Fat Is not a Four-Letter Word" (Gordura não é Palavrão). Se você não é mais "o gordinho", então, quem você é agora? E seus amigos ainda vão querer sair com você se você pedir uma saladinha em vez da carne com gordura?

"É nesse momento que a exploração pode começar e as pessoas podem perceber por que elas estão usando a mesma desculpa pelos últimos 15 anos", disse ela. "Isso pode significar que eles terão que deixar de lado o prazer se assistir TV ou terão que reconhecer que algo na dinâmica da família está impedindo que eles tomem conta de si próprios".

Há fanáticos por exercício, corredores relutantes, adeptos de dietas ocasionais e os profissionais que querem ajudar a nós todos. Eis alguns exemplos das desculpas mais notórias, e algumas ideias sobre como jogá-las para o alto (e levantar do sofá).

Especialistas dão alguns exemplos das desculpas mais notórias, e algumas ideias sobre como jogá-las para o alto (e levantar do sofá):

1 - "Não tenho tempo para me exercitar"
Torne o exercício uma prioridade e agende o horário da atividade como você faria com qualquer outro compromisso, incluindo aqueles realizados com a família, o trabalho e o médico, sugere Lavinia Rodriguez, psicóloga clínica e autora de "Mind Over Fat Matter" (A Mente contra a Gordura). Apenas 20 minutos de exercício podem elevar o índice cardíaco e o nível de energia.

2 - "Estou muito cansado hoje"
Não vá direto aos 30 ou 60 minutos de atividade regular; comece com menos tempo. Realize um grupo único de exercícios ou apenas 5 minutos de qualquer atividade aeróbica. "As chances são de que, após um pouco de movimento, você se empolgue, pois o exercício libera dopamina e estimula a adrenalina por mais energia", diz Jeff Halevvy, especialista em saúde fisiocognitiva, saúde comportamental e ciência do exercício.

3 - "Fazer atividade física é chato"
"É porque você chama de ‘atividade’ e ainda não achou um exercício que você ache agradável", diz Bethanne Weiss, da academia Better Butts by Beth. Comece se movimentando por diversão e brincadeira, pois não existe um exercício melhor do que os outros, apenas aquele que é feito. Bethanne diz que a pessoa deve tentar de tudo – dança, caratê, ciclismo – e continuar com a atividade que achar mais agradável, dando recompensas a si próprio pelos exercícios realizados.


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Prevenção - Esporão Calcâneo

Prevenção - Esporão Calcâneo

De volta à série de doenças de esportistas, vamos destacar suas causas, sintomas e formas de tratamento. Siga estes conselhos e você poderá manter seus pés sadios por muitos quilômetros. A dica de hoje é sobre:

Esporão Calcâneo - Uma protuberância óssea atrás do calcanhar é chamada de esporão calcâneo. Mais freqüentemente relacionada a um arco do pé elevado, a proeminência óssea espreme-se contra a parte do calcanhar do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

Causas - Se você tem o arco do pé elevado, o osso do calcanhar (calcaneus) pode mudar de alinhamento, e isso causa um enlargamento do osso atrás do calcanhar. As vezes seu corpo criará uma bursa, que é um saco de fluidos que protege seu tendão e outros tecidos moles. Quando estiver usando o calçado, essa bursa se espremerá contra o tênis e causará dor.

Tratamento - Tente remover a área do calcanhar do seu tênis para minimizar a pressão contra a protuberância. Ou corte um pedaço de molesquim em forma de rosca e coloque em volta do inchaço. Se esses métodos não funcionarem, procure um cirurgião ortopedista, o qual pode injetar cortisona na bursa para reduzir a inflamação. Em casos severos, pode ser necessária cirurgia para raspar o esporão do osso de modo que você possa retornar às suas atividades normais sem dor.

Prevenção - Se você tem o arco de pé elevado, use um tênis com bom amortecimento que não tenha a parte do calcanhar muito rígida.

Pode-se correr com isso? - Depende da severidade da inflação e da dor.
 
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Os cuidados com a coluna dos corredores

Os cuidados com a coluna dos corredores

Sentados ou em pé, os corredores em sua maioria também trabalham e precisam cuidar da postura nessas horas. Por outro lado, alguns exercícios de musculação não são recomendados para quem já tem um problema de coluna, enquanto outros ajudam a enfrentar esse problema.

A dor nas costas atinge aproximadamente 70% da população brasileira, sendo a segunda causa de afastamento do trabalho, perdendo somente para os problemas cardiovasculares. Desse índice, segundo estudos mais fiéis, o percentual de afastamento de mulheres é maior do que dos homens, dados plenamente justificáveis com a entrada cada vez maior delas no mercado de trabalho, especialmente na área de digitação, secretarias e/ou atendimento ao público.

Trabalhar ou praticar esporte, como a corrida, com dor nas costas, não é nada agradável, mas muita gente assim o faz. O trabalhador porque não pode parar, até por medo de perder o emprego, o corredor por não querer fazer um tratamento adequado por medo de parar e perder desempenho.

Grande parte da população trabalha sentada, digitando, ou em pé, atendendo pessoas como, por exemplo, em lojas. Nos dois casos, as dores nas costas refletem o resultado da postura inadequada que as pessoas acabam adotando em virtude das longas horas de trabalho.

Corrida + má postura = dor nas costas

Sabe-se que a corrida é um exercício de impacto e os corredores que além de correr fazem musculação, e estão enquadrados nessa situação de trabalhar muito tempo de pé ou sentado, precisam tomar alguns cuidados ao praticar a corrida e até mesmo alguns exercícios de musculação podem não ser indicados para quem tem um problema como, por exemplo, a hérnia de disco.

Sozinha a corrida ou a musculação não ocasiona problemas lombares. O que acarreta são posturas inadequadas no trabalho e/ou no lazer e por isso nunca é demais lembrar: não adianta o corredor fazer tudo certinho na corrida e na musculação, se durante o resto do dia faz tudo errado. Ou seja, senta todo torto, não observa as regras de ergonomia diante do computador, não faz as pausas necessárias e, como se ainda não bastasse, dorme de forma irregular em colchões e travesseiros ruins, com posturas inadequadas.

Como cada corredor tem as suas preferências e conveniências de horários para treinar, vamos ver algumas situações e cuidados com a coluna:

Quem corre antes de ir para o trabalho. Geralmente acorda cedo, sendo necessário um aquecimento adequado. O corpo precisa acordar e o aquecimento, entre outros benefícios, ajuda a lubrificar as articulações. Se for dia de treino intervalado, o cuidado deve ser maior ainda. O sujeito em pouco tempo passa de uma situação totalmente relaxada para uma de alta atividade e de impacto. Uma das vantagens desse horário, com relação à coluna, é que os discos intervertebrais encontram-se restabelecidos na questão dos líquidos reabsorvidos dos corpos esponjosos das vértebras.

Quem corre depois do trabalho. Pelas razões já citadas, o aquecimento é igualmente importante e quem tem problemas lombares cabe até alguns exercícios de alongamento específicos antes de efetivamente começar o treinamento (veja nas ilustrações). Em pé ou sentado, a coluna vertebral foi sacrificada o dia todo e os tais corpos esponjosos das vértebras já terão absorvido boa parte dos líquidos dos discos intervertebrais.

Quem corre na hora do almoço. A grande vantagem é a quebra na rotina e a variação de estímulo à coluna vertebral. A desvantagem fica por conta do pouco tempo efetivamente disponível para correr. O corredor na maioria das vezes acaba fazendo tudo literalmente correndo. Vai se trocar, aquecer, correr, desaquecer, tomar banho e almoçar. Tudo correndo. O resultado acaba não sendo muito bom para quem tem problema de coluna.

Artigo:
Luiz Carlos de Moraes http://www.corremos.com.br/profiles/blogs/os-cuidados-com-a-coluna-dos

Atleta não é sinônimo de saúde

Artigo - Atleta não é sinônimo de saúde

Os atletas em geral constituem um grupo de risco para várias doenças relacionadas, principalmente, a falta de acompanhamento médico focado para cada esporte. Para as mulheres, em particular, os riscos são ainda maiores. A excessiva valorização da magreza pela mídia, atua em prol da distorção dos valores que fez surgir uma geração de atletas femininas que passam a apresentar a "tríade da mulher atleta".

Esta doença se constitui em três sintomas: transtorno de comportamento alimentar (TCA); amenorréia ou disfunção menstrual e osteoporose. Segundo a coordenadora do Laboratório de Fisiologia do Exercício da UFRJ, Fátima Palha, a tríade é considerada multifatorial, pois tanto está associada a uma dieta deficiente para as necessidades energéticas da atleta, como ao baixo peso corporal ou perda rápida de peso, e ainda a exercícios em excesso e ao estresse físico/psicológico.

"A tríade da mulher atleta é iniciada pelo desequilíbrio entre ingestão e gasto calórico que pode resultar em um déficit energético. Este déficit pode causar, com o tempo, a diminuição da produção de estrógenos pelo ovário, e este fator combinado à carência de cálcio e vitamina D, devido às deficiências dietéticas, resultam em amenorréia secundária, ou seja, ausência de fluxo menstrual por mais de três meses consecutivos. E ainda ocasiona a perda da densidade óssea que pode evoluir para a osteoporose precoce na atleta", acrescenta Fátima.

Existem modalidades desportivas em que o risco de desenvolver TCA e a conseqüente tríade da mulher atleta é maior. Fátima Palha desenvolveu um estudo em que analisou seis tipos de esportes com atletas de alto nível, da seleção estadual e brasileira. Foi constatado que as atividades dependentes da estética (ginástica artística, a rítmica e o nado sincronizado); as que preconizam o baixo peso corporal (corrida de fundo e maratonas) ou as que estabelecem índices de peso corporal por categorias (lutas e remo) apresentaram maior prevalência do dos distúrbios alimentares e menstruais.

A exceção foi encontrada na única equipe de modalidade de risco que tinha acompanhamento de uma nutricionista. Assim, Fátima ressalta a importância e a necessidade deste profissional especializado e de outros, como médicos e psicólogos, dando apoio às atletas. A coordenadora ainda criticou a ausência de um médico disponível todos os dias na Escola de Educação Física e Desportos, que conta apenas com um médico, cujo contrato é de 20 horas semanais.

A próxima ação do projeto/estudo de Fátima Palha inclui a análise de bailarinas e clientes de academias. Principalmente pelo ballet demandar a estética dos movimentos e um baixo peso corporal, já as academias são um ambiente com alta freqüência de casos de transtornos alimentares e alguns em fase avançada (como anorexia nervosa e bulimia), isto porque a compulsão por exercício é um sintoma dessas doenças. "Nesta ocasião tentaremos conscientizar os participantes do estudo", conclui Fátima.

Autora: Beatriz Padrão - Ciência e Vida http://www.corremos.com.br/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

B O M M M M M M M M M M    D I A A A A A A A A A A A A A

FAÇA QUESTÃO DE SER ALEGRE E OTIMISTA . NADA NA TERRA PODE DESTRUIR

A FELICIDADE DO HOMEM OTIMISTA E ALEGRE.

V A L E U U U U U U U U U     F U I I I I I I I I I I I I I I I I I I    ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !